Verde Mundo

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Não é moda, não é inovação reciclar e incluir na educação domiciliar conceitos sobre reciclagem. É hoje em dia, atividade cotidiana, rotineira entre aqueles que partem para a ação, de resgate do meio ambiente, criando consciências mais responsáveis e partícipes, abandonando as posturas de mero criticismo, contemplação e lamento.
Conscientizar quanto aos danos que o consumo irresponsável cria a curto e longo prazo, deixou de ser quesito apenas escolar, e se instalou em muitos lares, como parte dos costumes familiares.
Esperar que as crianças crescessem, para incutir nelas valores mais ecológicos, também faz parte do passado, pois desde o berço, pais criam seus filhos com essa conexão ampla e continua com o meio, a natureza e a preservação da mesma.
Peças do vestuário, do mobiliário hoje são selecionadas em base a requisitos que devem atender as necessidades não somente de conforto, mas de qualidade, de qualidade não quanto a marcas e grife, mas sim a selos de qualidade, que correspondam e atestem o extrativismo responsável, à manufatura não poluidora.
Também temas como consumo responsável, reciclagem, reflorestamento, reaproveitamento, trocas solidárias, economia solidária, deixaram de circular apenas em meios acadêmicos ou em continentes considerados como de primeiro mundo, e são encontrados em todos os ambientes, com todo tipo de interlocutores a discuti-los.
Logicamente há aqueles que captam e repassam com maior satisfação tais valores, típicos do ser humano do século XXI, e outros que apenas acenam com a cabeça, pensando um dia pôr em prática o que lê, e escuta ou vê.
Então eis o ponto central deste texto: reciclagem e limpeza no lar. Como indivíduo partícipe das inovações tecnológicas, é indicado aproveitar o melhor delas a favor do planeta e da nossa saúde, trocando os monitores de PC, televisores antigos, quando possível, pelos de tela plana LCD, que consomem apenas 30% da energia consumida pelos modelos antigos.
Adquirir frutas e vegetais frescos, e orgânicos economiza o uso desnecessário de geladeiras, mantendo-os armazenados em fruteiras ou cestos. Além disso, os orgânicos nós dão a garantia de isenção de fertilizantes químicos e de prejuízo para nossa saúde.
Neste ponto, acrescento que podemos também cultivá-los em casa, nos jardins ou quando em apartamentos em vasinhos ou jardineiras. Além de saudável, é uma atividade prazerosa e na que todos os membros da família podem se envolver.
Vai pintar a casa? Use então tintas ecológicas, manufaturadas com cuidado quanto à química e à toxicidade.
Para a iluminação escolha lâmpadas de baixo consumo, que além de baratear o custo da energia elétrica possuem uma vida útil mais longa do que as convencionais.
Quanto ao seu lixo, mesmo que não haja a coleta seletiva como no caso do estado em que moro, selecione-o. Separe material orgânico dos demais, latas, vidros e papel em sacos separados.
Venda se quiser, e use o valor arrecadado na compra de sacolas de tecido para suas compras.
Empregue o lixo orgânico como adubo nos seus jardins.
Na limpeza da sua casa você também pode agir de forma inteligente e consciente substituindo o material convencional de limpeza por outros mais leves quanto as suas fórmulas, como produtos biodegradáveis.
Sim mas quais seriam esses substitutos? O bicarbonato de sódio, o vinagre e o limão são eficientes na assepsia de superfícies e objetos, eu mesma sempre uso no lugar do polidor de metais o limão, e garanto que o efeito é melhor do que o polidor.
Pias e lavabos, limpos e brilhantes com o bicarbonato. Os vasos sanitários com uma mistura dele e do vinagre, deixando de molho por alguns minutos e depois vertendo água fervida ficam clean.
Pisos e azulejos, com vinagre e um pouco de sabão líquido biodegradável e água quente.
Vidros e cristais ficam límpidos com o vinagre (sim ele é coringa na limpeza!), e um pouco de água.
E aos poucos você irá descobrindo substitutos para toda a parafernália pesada que hoje é vendida em supermercados e farmácias para a limpeza do lar.
Ou seja, a questão da conscientização quanto à preservação do nosso planeta, abandonou as esferas dos ecologistas, e sentou nas nossas salas e lares, sendo hoje premente para todos ter acesso à informação e atualização quanto a temas ecológicos, de sustentabilidade, de preservação e de responsabilidade social e verde.
Para pagãos pode, pode sim, porque nem todo pagão é ecologicamente correto, implicar em modo de vida fácil de adotar, pois pelas crenças e práticas, ele, o pagão, entende de forma natural a preservação do seu meio, o usufruto e cuidado do mesmo, e o resgate das áreas em risco, mediante o seu consumo inteligente.
Não é mais algo exótico levantar a bandeira da preservação ambiental, mas sim atitude imprescindível para a continuação da nossa vida aqui, e daqueles que estamos gerando e criando.
A próxima geração verá sob outro prisma o que hoje, encaramos como inovação, a próxima geração, a dos nossos filhos, cresce hoje dentro destas premissas, e irá encarar quando for uma geração de adultos, como algo inerente à suas vidas.Bem-vindo ao mundo ecologicamente correto, verde e livre de poluição, para que ele exista, se faz necessário que você faça parte dele, como individuo atuante e consciente!

Luciana Onofre

Janeiro de 2008.

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